Feira livre em vez do bandejão

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Tenho falado por aqui sobre alimentação saudável, consumo consciente e produção sustentável de alimentos e, fuçando pela internet, achei um exemplo concreto do que está sendo feito para unir tudo isso, beneficiando a todos os envolvidos.

Esta notícia do Los Angeles Times explica um movimento que está acontecendo em várias universidades norte-americanas, que coloca os estudantes em contato com alimentos vindos diretamente dos produtores. As feiras livres nos campi têm como principal objetivo gerar um interesse pela sustentabilidade do planeta.

Na prática, elas vêm sendo também uma excelente alternativa aos típicos bandejões, já que, sem sair da universidade, dá pra comprar frutas, legumes, queijos, pães etc. e fazer uma refeição mais saudável no intervalo das aulas. Tem dado tão certo que alguns organizadores ampliaram a proposta e decidiram promover shows de música –teve até quarteto de jazz em uma das feiras – para entreter o grande número de pessoas que circulam pelas banquinhas.

Se são muitas as vantagens para os universitários, os feirantes também não ficam atrás: conseguiram atingir um público novo, pessoas jovens que provavelmente não se deslocariam até um mercado desse tipo. Ali, na venda direta, eles também podem explicar as variedades de frutas e legumes, como é a prática da agricultura ecológica e o que são produtos orgânicos. Ou seja, conscientizar os estudantes sobre o que eles estão comendo.

No fim, pela opção de alimentos, não é muito diferente do que acontece na nossa feira semanal de bairro ou nos mercados locais. Em São Paulo, inclusive, há algumas delas especializadas em produtos orgânicos. A mais tradicional é a do Parque da Água Branca. O interessante do caso norte-americano, porém, é observar que essas feiras estão acontecendo dentro de centros de conhecimento, de onde, teoricamente, nascem e evoluem as discussões sobre o futuro da sociedade. Em breve, esses novos advogados, médicos, políticos, jornalistas, engenheiros e artistas darão suas contribuições para os novos passos do “american way of life”. Qual será o caminho que eles seguirão?


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