China out of the box

A típica cena dos filmes americanos com o casal atarefado demais para cozinhar comendo desorganizadamente em caixinhas de papelão ajudou bastante a, se não estragar, ao menos deturpar um bocado a imagem que o termo “comida chinesa” tem mundo afora.

Pois então, vou te contar uma coisa: na quinta-feira da semana passada as caixinhas de papelão do mundo tremeram e se esconderam de tanta vergonha. O craque Thompson Lee foi o convidado da 11ª edição do Gastro-pop e esmiuçou todas as lindas, variadas e milenares facetas da culinária da China, em um maravilhoso menu-degustação que passeou por Pequim, Xangai, Cantão e Sichuan. Quer dizer: pato laqueado, robalo ao molho de feijão preto empanado no wok, ninho de frutos do mar típico de Xangai, Sichuan beef… tudo executado a seis mãos, com a Carol Brandão e eu. Ah, não poderia esquecer o dim sum e à sopa com won ton que deram início à comilança. Teve gente que não chegou ao último prato de tanto que se esbaldou nos primeiros.

Como reza a jovem tradição do Gastro-pop, a noite no Studio 768 não se resumiu a comes e bebes. Um belo libretinho seguido de muito papo com o chef convidado transportou a turma toda para uma deliciosa viagem pela história da gastronomia chinesa e seus cutelos, hoks, voks, woks, so-hoks e outros tantos apetrechos (menos caixinha de papelão!). Obrigada pela visita, Thompson! Vamos repetir a dose qualquer dia.

P.S.: para quem não leu a Folha desta quinta, Gastro-pop aterrissa em Porto Alegre, dia 8, no La Pulperia – fica na rua Dinarte Ribeiro, no bairro de Moinhos de Vento – e em breve também no Rio.


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