Panela não é tudo igual!

Blog_panelas

Bons ingredientes, conhecimento teórico, carinho, a tal da “mão”… tudo é fundamental na hora de cozinhar. Mas que ninguém menospreze a importância dos meios físicos com os quais se prepara um prato, quer dizer, a ferramenta essencial de nós cozinheiros: as panelas.

A música de Sergio Reis já pregava: “panela velha é que faz comida boa”. Talvez o mais exato seja dizer que “panela boa é que faz comida boa”, ou ainda que “panela boa faz comida melhor do que panela ruim”, mas o fato é que a qualidade das panelas e frigideiras é importantíssima para o resultado final na cozinha.

Uma das minhas obsessões (vocês já devem ter reparado que são várias!) quando viajo por aí é comprar panelas diferentes. Nessas andanças, já me deparei com muita coisa legal. Quando trabalhava em Nova York, por exemplo, descobri umas panelas chinesas de barro que serviram direitinho como substitutas para nossa panela de barro de preparar moqueca. E assim surgiu a moqueca à nova-iorquina!

Nos últimos anos, aquela que é considerada a Ferrari das panelas, a Le Creuset, vem ganhando muito espaço no mercado brasileiro – não apenas entre os chefs, mas também em mais e mais lojas. Toda a fama é merecida: além de lindíssimos, os produtos de ferro fundido e esmaltado da Le Creuset são excelentes. Por causa do peso, porém, é complicado utilizar as Le Creuset no dia-a-dia do Carlota. Eu as guardo para os eventos do Studio 768 e, no restaurante, uso uma linha da Nigro que leva o nome do chef Alan Villa Espejo.

Outro tipo de panela que recomendo, que vale a pena ter, é aquela elétrica para preparar arroz japonês. Ela é boa também no preparo dos arrozes basmati e jasmim. Falando em arroz, porém, nada melhor que a panela de pedra sabão: faz um soltinho, delicioso, o melhor do mundo! A wok também é uma companheira fiel, tanto em casa quanto no Carlota.

Para conhecer os detalhes sobre cada tipo de panela e utensílio para a cozinha, consulte o glossário do livro “400g”, de Betty Kövesi, Carlos Siffert, Carole Crema e Gabriela Martinoli (e com ilustrações de quem embeleza este nosso blog, o Dado). É o primeiro livro de técnicas culinárias brasileiras – e não uma adaptação ou tradução de obras estrangeiras. Leia, pesquise, compare e aproveite o maravilhoso mundo das panelas. Você vai ver como elas realmente fazem a diferença.


Posts Relacionados

  • Aqui se faz, aqui se comeAqui se faz, aqui se come Os funcionários de restaurantes passam o dia picando ervas frescas, cozinhando tudo no ponto certinho, compondo molhos gostosos e […]
  • GastrocomunicaçãoGastrocomunicação Não sei se vocês sabem mas, antes de me tornar chef de cozinha, eu era… Relações Públicas. Bom, também já fui atriz e produtora. Mas é […]