Aqui se faz, aqui se come

Os funcionários de restaurantes passam o dia picando ervas frescas, cozinhando tudo no ponto certinho, compondo molhos gostosos e decorando pratos lindíssimos. Mas e quando chega a sua hora de comer? Para mim, não deveria nem ter discussão: nada mais justo do que um belo e bem feito prato de comida. Espera-se que nós, proprietários de restaurante, saibamos melhor do que ninguém a diferença que o comer bem faz na vida de alguém e a importância que a alimentação tem para tudo: saúde, disposição, bom-humor, produtividade.

Blog_brigadaNo Carlota, a “comida da brigada” – o nome é esse mesmo, meio militaresco – é coisa seriíssima. O cardápio quem faz somos eu e a Carol Brandão e, com exceção de nós duas, todos se revezam no preparo. Temos uma orientação nutricional cuidadosa: todo dia têm saladas, legumes e frutas e ficamos de olho nas especificidades de cada um. Temos um funcionária, por exemplo, com pressão alta, então o cardápio tem que prever pratos que ela possa comer sem problemas. A mesona do restaurante na hora do almoço do pessoal, lá para as 11h30, é uma atração: parece bandejão! São 23 pessoas em cada período!

Claro que é inviável – tanto do ponto de vista econômico quanto logístico – preparar para o pessoal algo tão requintado e trabalhoso quanto o que está no cardápio (aliás, neste texto de um crítico do Financial Times há um exemplo dos mais claros: o El Bulli), mas cuidar com carinho da alimentação da equipe é fundamental. E os resultados, muitas vezes, deliciosos! Um bom exemplo disso está no livro Staff Meals from Chanterelle, em que os responsáveis por esse restaurante superbacana de Nova York recomendam as receitas que preparam para o staff como sugestões para serem feitas em casa.

O assunto já apareceu até em Hollywood nesses últimos tempos: foi em Sem Reservas, um filme despretensioso, mas bonitinho, desses que ao ver o trailer você já sabe passo a passo tudo o que vai acontecer (mas assiste mesmo assim; e se emociona mesmo assim). Dá uma olhada só:


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