Denominação Ibérica Controlada

Blog_iberia

Por mais que normalmente quem leve mais fama por aqui sejam os franceses ou os nossos vizinhos argentinos e chilenos, que costumam chegar a preços melhores, alguns dos vinhos mais equilibrados e especiais do mundo na atualidade são produzidos na Península Ibérica.

Recentemente conheci melhor duas excelentes bodegas de lá. Uma é a portuguesa Wine & Soul e a outra, a espanhola Muga. A Wine & Soul tem seus vinhedos no Vale do Rio Douro, cerca de 100 km a leste da cidade do Porto. A área foi a primeira região vinícola demarcada do mundo, em 1756, pelo Marquês de Pombal (aquele!), e ficou mundialmente famosa por causa do vinho do Porto.

E é no Vale do Pinhão, um dos principais centros de produção do Douro, que a Wine & Soul cultiva as uvas para a fabricação de seus excepcionais vinhos, como o Pintas Vintage Porto 2005, envelhecido durante 19 meses; o Pintas Douro Tinto 2006, com um aroma floral e picante e sabores de amora e chocolate escuro; o Pintas Character Douro Tinto 2006; e o Guru Douro Branco 2008.

Se você nunca pisou em terras portuguesas, é possível ver umas das zonas vinícolas mais bonitas do mundo e ouvir as explicações sobre a região, com um sempre emocionante fado de fundo, aí da sua cadeira mesmo, com este vídeo aqui:

Já os 200 hectares de vinhedos da Bodega Muga ficam nos Montes Obarenes, na região chamada de Rioja Alta, no norte da Espanha, uma das principais áreas vinícolas do país. Na bodega em si, onde são elaborados os vinhos, o protagonista é o carvalho, que serve de material para os 200 depósitos e suas 14 mil barricas.

O rigor no processo da colheita das uvas e da fabricação do vinho que você vê neste vídeo institucional,fez, por exemplo, com que o tinto Torre Muga 2004 ficasse na 11ª posição na lista da revista Wine Spectator dos 100 melhores vinhos de 2007 e tirasse nota 96 no sistema de avaliação do endeusado crítico Robert Parker. Esse vinho é feito com 75% da uva de variedade Tempranillo, 15% Mazuelo e 10% Graciano e é mantido por três meses em tonéis de madeira, seguidos de dezoito meses em barricas novas de carvalho francês e mais doze meses na garrafa. O Torre Muga 2004, trazido ao Brasil pela Épice Importação, vai atingir seu ponto ideal para degustação entre os anos de 2015 e 2025. Ou seja, você ainda tem tempo de sobra para buscá-lo por aí e escolher uma ocasião especialíssima para tomá-lo!


Posts Relacionados

  • O melhor do AlentejoO melhor do Alentejo Fica em Albernôa, no Baixo Alentejo, uma incrível pousada, das mais interessantes que já visitei. É a Herdade da Malhadinha Nova, um […]
  • A saga dos “torna-viagem”A saga dos “torna-viagem” Ir a Portugal, para nós brasileiros, é um pouco como visitar a casa de uma tia que mora no interior. Onde tudo é aparentemente diferente […]