À espera de um vinagre

Muitas vezes limitamos um ingrediente (e a nós mesmos) a uma única função por causa de um velho costume arraigado. São coisas que a gente ouve falar, vê a família fazendo, não para para analisar com calma e acaba perdendo a chance de descobrir um sem fim de possibilidades. O vinagre, para mim, é um clássico nesse quesito – o da subvalorização pelo costume. Todo mundo tem vinagre em casa, certo? Mas para quê? Para a salada, ora, ouve-se em uníssono.  No galheteiro, ao lado do azeite e do sal. Boring, very boring, eu diria.

O vinagre tem tantas qualidades (inclusive fora da cozinha, dá uma olhada aqui) e tantas variedades que é um desperdício fazer dele somente um condimento para acompanhar as folhas verdes ou, no máximo, a parte líquida de um vinagrete. Há alguns meses, postei aqui uma receita de figos assados com vinagre balsâmico e agora queria dar uma dica de uma linha de vinagres da empresa californiana O Olive Oil, que acabou de entrar nas prateleiras dos empórios e delicatessens do Brasil.

Eles fizeram vinagres a partir de champagne e adicionaram sabores como os de cassis, romã e limão, por exemplo. Os de vinho são divididos por Cabernet, Pinot Noir, Zinfandel, Porto e Xerez. O site da empresa dá algumas receitas (em inglês) e ideias muito legais para utilizar esses vinagres, como adicioná-los a molhos e marinados, regar legumes, ou simplesmente deixar o clássico vinagrete mais gourmet. Um luxo só!

O vinagre de arroz é outro que vem ganhando espaço na cozinha dos brasileiros, muito pela popularização da culinária japonesa nos lares ocidentais. Para se preparar sushi em casa ou um molhinho asiático, é indispensável ter uma garrafinha dele à mão. É difícil de achar por aqui, mas existem também vinagres de cerveja, de mel, de tâmara… Teste, inove, aproveite a diversidade para trabalhar o paladar e, principalmente, a mente! Ou você vai se contentar com um vinagretezinho para molhar a farofa?


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