Botaram limão no meu chope

cerveja
Apesar de sermos um país enorme, com quase 200 milhões de pessoas, e onde a bebida número 1 é a cerveja, o nosso consumo per capita não chega nem perto de países como República Tcheca, Irlanda, Alemanha ou Reino Unido. Lá uma pessoa bebe, em média, mais de 100 litros por ano. Aqui, esse número não chega a 60 litros. Talvez a renda per capita seja a raiz da equação. Mas um fato curioso é que em todos esses países grandes bebedores de cerveja, é comum um hábito de consumo que por aqui não existe: o de tomar a loirinha misturada a suco de limão. Em inglês, essa bebida atende por Shandy, mas esse não é um nome universal, como é o mojito, por exemplo. Em cada localidade ela é chamada de um jeito.

Na Alemanha, ao invés do suco natural, o pessoal costuma ir de refrigerante de limão. Lá denominadas Radler, Russ’n (comum no sul, com cerveja de trigo) ou Alster (no norte do país, onde é misturada com o tipo Pilsner), as loiras com limão estão lado a lado no menu com outras cervejas, sem distinção, portanto se você só quer saber dela pura, preste atenção. Tomar gato por lebre é bem comum. Na França, fique de olho no Panaché ou Monaco (com granadina no lugar da soda limonada). No México, a Michelada é tida como revigorante (i.e., boa para ressaca) e leva, além do limão, pimenta (lógico), sal e, às vezes, molho inglês.

Outras combinações – e nomes – interessantes são as que os chilenos fazem: cerveja draught com Fanta laranja (Fanshop), a Clara ou Champú dos espanhóis (com refrigerante de lima-limão) ou a Shandygaff japonesa, com Coca-Cola. Posso dizer que essas misturas não são a minha praia, mas por que não tentar? Brincar de alquimista pode render um novo drinque ou a certeza de que o bom mesmo é o brazilian style: supergelada e puríssima!


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