Batata diet


O que há em comum entre Picasso, Monalisa e Asterix? Não siga adiante se não parou e pensou, nem que seja por 10 segundos… Eu deveria fazer como nos livrinhos de palavras-cruzadas (“vide resposta na pg. 35”), mas ok, vamos logo ao assunto deste post: tubérculos. Isso mesmo. Esses nomes aí em cima são variedades de batatas. Quem cozinha sabe a diferença que faz cada tipo no resultado de um prato.

Apesar da brincadeirinha inicial e de o assunto “batata” render uma bíblia por sua história e enorme utilização (vale por curiosidade dar uma olhada no verbete da Wikipedia em espanhol), o tubérculo que traz a esse post é outro: o yacon. Eu o conheci quando fui ao Peru, de onde é originário. Por lá, todo mundo fala das suas propriedades medicinais: ele possui uma substância chamada inulina (também encontrada na chicória, na cebola, na banana e no alho), um açúcar que não é assimilado pelo metabolismo e que não aumenta nem a glicemia nem a taxa de insulina no sangue. Por isso, é indicado para os diabéticos.

Mas o que me fascinou mesmo foi a versatilidade do yacon. Além dos benefícios para a saúde, o que você vai encontrar em boas feiras por aqui, hortifrutis e supermercados é um alimento superssaboroso (lembra pêra ou maçã), adocicado e de textura crocante. Dá pra comer cru, misturado a uma salada de frutas ou de legumes, por exemplo, ou até mesmo fritar e fazer uns chips (fica tão bom quanto os de mandioquinha).

Um amigo peruano me contou que eles só acordaram para o potencial (econômico, inclusive) do yacón quando ele começou a fazer sucesso na Nova Zelândia, no Brasil e principalmente no Japão, onde são consumidas 2 mil toneladas por mês. E foi justamente pela mão dos descendentes japoneses que as primeiras mudas de yacon chegaram aqui em São Paulo nos anos 1990. Arigatô!

Se interessou pelo yacon? Então aumente sua lista de tubérculos na próxima ida ao mercado e bom apetite!


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