Paris aos 20 e aos 50

Já fui algumas vezes a Paris e sei que conhecer os meandros da Cidade Luz é um processo que nunca se esgota. Por esse motivo, nunca deixo de pegar dicas com quem mora ou acaba de voltar de lá. Desta feita, mês passado, acionei imediatamente duas grandes conhecedoras da cidade: a Vera Novaes, mãe da minha amiga Patty Moll, e Pat Fróes, filha da Luciana Fróes, crítica de gastronomia de O Globo. Resolvi dividir com vocês os lugares que alimentam o corpo e o espírito de duas mulheres inteligentes e sagazes, que, mesmo pertencendo a gerações diferentes, sabem como ninguém aproveitar as coisas boas da vida… et voilá!

Preferidos da Vera Novaes

Maison du Denmark no Champs-Élysées: comida svenska… e lindas loucas…

Chez André: preste atenção neste velho bistrô, do qual gosto muito.  Ande para cima e para baixo na rua Marbeuf e em suas paralelas. E lembre-se da fórmula do Relais de l’Entrecôte, na frente do Chez André.

Bar des Theatres: vá comer neste bistrô, naquela ruazinha, Avenue Montaigne, na frente do Plaza Athenée.

Hôtel de La Trémoille: Se quiser esnobar, vá tomar um café neste hotel. Recomendo mais para brunchs.

Na região do Jardin du Luxembourg, o museu tem sempre exposições maravilhosas. Desça uma rua importante, larga, nas imediações do museu. Lá você poderá ver boutiques charmosas, loja de colares e brincos de pérolas e uma boutique que amo, de tecidos provençais, chamada Souleiado, que tem panos, jogos americanos e xales. Tudo lindo e charmoso!

Vale a pena se perder em Saint German. Lá a loja ao lado da Brasserie Lipp, a loja do Oriente, sem falar na Crabtree & Evelyn, a Inglaterra em Paris. Se quiser uma malha tradicional, vá até a Scotch House, atravesse a rua e entre na loja dos melhores manteaux de inverno.

Ainda em Saint Germain, peça para te mostrarem a Place Furstenberg – recanto de decoradores e lojas de objetos. Há coisas lindas. Do outro lado do rio está a Habitat.

Perca-se também no Marais, no Boulevard de Sébastopol: tem de tudo. Ande por lá e coma quando tiver fome. Perceba o que te agrada.

Adoro o Museu Rodin e a Place des Vosges. Gaste bem o sapato pela região e depois compre outro da marca espanhola Camper. Gosto de comer em um restaurante que serve cestinhas de salsichas e linguicas, cestinhas de verduras e cestinhas de queijos, chamado Le Caveau du Palais, na Place Dauphine. Vá ao Bar Des Trois Quartiers e compre especiarias. Aproveite para agradecer à Nossa Senhora das Graças, ali ao lado.

E lembre-se de comprar para ti uma bolsa bem charmosa na loja Un jour un sac.


Preferidos da Pat Fróes

Palais de Tokyo – Avenue du Président Wilson, 13. Metrô Iená

É o museu de arte contemporânea mais contemporâneo do mundo. Chega até a ser chato, mas o entorno é demais. O restaurante é incrível (incrível mesmo, presta atenção nele), as lojinhas são ótimas, o café é demais e tem sempre um monte de gente tirando foto na maquininha de 3×4. Programão.

La Perle – Vielle du Temple, 78.
Muito mais legal ir a pé. Olhando, ninguém da nada, mas uma cervejinha no fim de tarde pode mudar a sua vida e você pode, quem sabe, até se apaixonar.

L´As du Falafel – Rue de Rosiers, 39.
Logo atrás do La Perle. Melhor faláfel do mundo, é sério. Vai ter fila, mas é barato e tem que ir.

As galerias do Marais/Belleville: muito mais legal ir a pé antes do La Perle, mas o metrô é Sebastien Troissant. Há um milhão de galerias legais nessa área, mas cinco delas me chamaram especialmente a atenção:

Galerie Polaris – Rue des Arquebusiers, 15
Galerie Ivon Lambert – Vielle du Temple 108
Galerie Xippas – do lado da Lambert
Centre Cultural Suisse – 32 Rue Francs Bourgeois (essa é a melhor)
Galerie Thaddeus Ropac (essa também) – Rue Debelleyme, 7

Ponta de estoque Marc by Marc Jacobs – Place du Marche Saint Honore, 34. Metrô Pyramides.
É aquela coisa, né? Mas tem seu valor.

Bistrô Au Petit Fer à Cheval – Vielle du temple, 30.
Melhor tarte tatin de Paris. Não sou eu que estou dizendo, não, é notório. Perfeito pra ir antes de passear pelas galerias. Não sei o quão caro é (não deve ser muito), mas pague o que for. As sopitas também são ótimas e custam um trocadinho.

Rue Daguerre – Metrô Denfert Rochereau
Parando pra pensar, essa rua não tem nada de especial, mas é uma delícia. Tem feira livre, lagostas vivas dando ataques, queijos incríveis, a produtora e a casa da Agnès Varda <<<http://pt.wikipedia.org/wiki/Agn%C3%A8s_Varda>>>.

Hotel Amour – Rue Navarin, 8 – Metrô Pigalle.
Costes + Andres = modelos em cima das mesas e fotógrafos por todos os lados. Pegue uma mesa no jardim, peça um kir royal e você vai sacar que está no lugar certo. O brunch é uma delícia.

Le Comptoir du Relais – Carrefour de l´odeon, 5.
Esse restaurante é caro mas dá pra passar e comer um arroz doce com pêra na calçada. Depois você chora, dá uns 10 passos pra frente que você chega na Rue Monsieur-le-Prince, lembra? Las babas del diablo.

La Régalade – 14 Avenue Jean Moulin – Metrô Alesia
Não importa o que digam, esse é o melhor restaurante de Paris. Já é quase na periferia, é minúsculo, 32 euros por pessoa e tem que fazer reserva, mas vale muuuuuito a pena. Não volte sem ter ido lá.

Germain – 25, Rue de Buci
Restaurante “novo” do Thierry Coste. Tem que comer o steak tartare, por mais atraente que o resto do menu parece ser (ou é, não sei por que não provei). A decoração é do XavierVeilhan. Delícia!

Galerie du Jour – da Agnes B – 44 rue Quincampoix
Uma fofura, tem que ir também. Acho que é a minha preferida.

Kiliwatch – Rue Tiquetone, 64 – Metrô Etienne Marcel
Melhor brechó do mundo (tem em Tóquio também). Beleza de passeio.

Bercy Village – 28 Rue François Truffaut – Metrô Cour Saint-Emilion
Uma vilazinha no meio (no meio, não, na ponta) de Paris. Tem uma loja demais chamada Alice Delice.

Rose Bakery – 30 Rue Debelleyme – Metrô Filles du Calvarie
Amo. A comida é uma delícia e o preço é bem digno. Pede o crumble do dia no final ou a torta de figo.

Les Enfant Rouge – 39, rue de Bretagne – Metrô Filles du Calvarie
Ao lado da Rose Bakery, na minha rua preferida, fica o Les Enfant Rouge, o mercado mais antigo de Paris. Super recomendo, mais pelo programa do que pela comida. Olha que simpático: link.

Duplex Bar – 25 Rue Michel Le Comte
Um belo videokê gay cheio de travesti. Diversão garantida.

Pra fechar, três coisas que eu não fui, mas recomendo:

Grenier à Pain Abbesses – 38, rue des Abbesses – Metrô Abbesses
Foi eleita a melhor baguette de Paris em 2009 e 2010.

Restaurante La Table d’Eugène – 18, Rua Eugene Sue. – Metrô Marcadet Poissonniers
É de um chefe chamado Geoffroy Maillard, que já foi do Plaza Athénée e do Bristol. O jantar custa 30 euros e o almoço é de 17 a 25 euros.

Breizh Café - Vielle du Temple, 109 – Metrô Saint Sebastien Froissart
A melhor creperia de Paris.


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