2012 à mesa


Não dá para evitar. Todo o final de ano o mundo vira uma enorme retrospectiva e balanços são feito em todas as esferas. Ao mesmo tempo, todos os programas de TV, jornais, revistas etc. contam com um astrólogo fazendo suas previsões para o ano que se aproxima.

Na gastronomia, não podia ser diferente: críticos, especialistas e chefs, baseados em tudo o que ocorreu durante o ano nas cozinhas desse mundo, elaboram tendências e prevêem o que estará em alta em 2012.

Foi o caso de duas matérias que li: uma no Daily Meal e outra no blog da fundação James Beard, ambas com suas listas de tendências para o ano que vem. Listas diferentes, mas pontos em comum. E ao ler essas duas listas, uma convicção veio imediatamente à minha cabeça: a cozinha brasileira tem tudo para se destacar em 2012.

Um dos argumentos para isso é que a utilização de ingredientes locais como base da cozinha está entre os tópicos que coincidem em ambas as listas. A onda que ganhou forças em 2011 tende a seguir pelo mesmo caminho e se espalhar entre chefs, restaurantes e cozinhas de todo o mundo. E como já comentei por aqui no post relacionado ao Noma, nosso país está cada vez mais adepto dessa nova cultura. Também, pudera. Na terra em que “se plantando tudo dá”, há ingrediente de sobra para fazer bonito nesse campo.

Outro item presente na lista do Daily Meal que reforça a tese do Brasil protagonista fala sobre o uso de variedades de peixes mais incomuns e até exóticos. Mais uma vez, com nossa maior bacia hidrográfica do planeta, saímos na frente nessa corrida.

Mas entre tantas outras suposições, gostei muito daquela que prevê a moda de as cozinhas próprias dos chefs virarem restaurantes. Aliás, me senti super na vanguarda, afinal, é mais ou menos o que eu faço há alguns anos no Studio 768, praticamente uma extensão das cozinhas lá de casa – sim, tenho duas cozinhas e morro de ciúmes delas… rs. Além de ser um espaço para eventos, o Studio 768 sempre recebeu chefs para fazerem daquela cozinha, a sua. E fizemos grandes jantares para clientes e amigos ao redor do fogão, aprendendo, beliscando, sentindo o cheiro e vivenciando de pertinho essa experiência de cozinhar.

Vale dar uma lidinha nessas duas matérias e conferir a lista por completo. Lembrando sempre que não estamos só falando de moda, imposições ou afirmações. Estamos falando de prazer, de evolução e de aprimoramento da experiência gastronômica.


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