O sírio-libanês naturalizado brasileiro


Engraçada a forma como alguns hábitos alimentares chegam ao Brasil e são adaptados rapidamente ao paladar local. É o caso do kibe, por exemplo, que, por aqui, ganhou muito mais popularidade que nos países do Oriente Médio, sua origem.

Trazida pelos imigrantes sírios e libaneses, a receita sofreu adaptações e temperinhos locais ao longo do século passado. E em lugares especializados, está presente em variações recheadas, assadas, cruas… Só aqui, no Brasil, encontra-se kibe por todos os lados, até no boteco de esquina mais próximo da sua casa. Houve em algum ponto do passado o que chamamos no jargão da internet de viralização do kibe!

A receita tradicional leva carne moída misturada ao trigo, recheada com carne de carneiro e ervas. Mas, por aqui, as receitas são inúmeras. A começar pela troca da carne de carneiro pela bovina.

Em São Paulo, os representantes da chamada comida árabe são muitos. Pra citar alguns, no Espaço Árabe, que reabriu recentemente sua unidade da Oscar Freire, tem uma entradinha nova que é uma delícia: minikibes recheados com homus ou coalhada fresca, acompanhados por uma geléia de pimenta.

Já no restaurante Arábia, que eu adoro, o kibe de bandeja é meu preferido. Os temperos árabes típicos, como hortelã, cominho e pimenta-síria ficam em evidência, compondo uma harmoniosa receita. E o serviço de delivery deles é um dos melhores da cidade.

Essas são apenas duas casas que me lembro assim, de sopetão. Mas é só dar uma pesquisada que você vai encontrar muitos outros kibes deliciosos por aí. Dos mais tradicionais aos mais criativos. Para os kibólatras, São Paulo é uma perdição.


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