Sobre ontem à noite

Como diria o personagem de Tom Hanks no filme Forrest Gump, “Shit Happens”.

Este fato, embora seja um desconfortável infortúnio, não caracteriza um comportamento recorrente ou um “Calcanhar de Aquíles”, para ficarmos em estado de pânico ou num pavor patológico.

Devemos sim – sinal dos tempos – ajustar nossos mecanismos de segurança, porém sem deixar de analisar o fato em si como uma exceção numa trajetória de 20 anos de funcionamento do Carlota em Higienópolis.

O evento, roubo ou assalto (isso tem um termo jurídico específico) caracteriza uma ação amadora, já que restaurante não é o local mais lucrativo para um saque desse tipo. Quase na sua totalidade os pagamentos são feitos via cartão de crédito ou débito – não deixando dinheiro em espécie disponível – restando apenas moveis e utensílios – coisa que num mercado negro não apresentam um valor que justifique o alto risco dessa atividade marginal.

Ou seja, fora o grande prejuízo de perturbar e amedrontar o cliente (e com razão) não caracteriza, por parte dos meliantes, uma ação lucrativa. Caracteriza sim uma ação de alto risco e baixa lucratividade. Uma molecagem.

Por parte do Carlota, novos mecanismos de segurança já foram negociados e ajustados para não coibir nem criar uma atmosfera desconfortável para os clientes, funcionários e fornecedores, dando ao mesmo tempo, garantia de tranquilidade e bem estar. Falta agora pensar a segurança de forma mais ampla, como um direito de todos e não um benefício para uma minoria.

Para nós do Carlota, o prejuízo maior foi o susto e o desconforto de nossos clientes, coisa que já nos estruturamos para – de agora em diante – evitar.


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