Az-zait


Astrologicamente devo estar num período de reconhecimento e consagração.
Não que eu ache que não mereça, pelo contrario – trabalho muito, levo meu trabalho muito a sério e sou implacável com a falta de qualidade.
Para minha alegria (o que incide diretamente nos índices de merecimento), o meu querido e amado programa de TV no Bem Simples da FOX,  “Brasil no Prato” passa ter – nada a menos que o Azeite Gallo como patrocinador.
Presença obrigatória nas minhas cozinhas, além de enriquecer o sabor das minhas receitas, o Azeite Gallo agora é parceiro.
Da pra acreditar? Fiquei super feliz.
O azeite de marca Gallo está entre os mais consumido no Brasil, sendo um dos primeiros produtos exportados por Portugal.
Todo conhecimento no Mundo do Azeite acumulado desde 1919 levou GALLO a acreditar que o azeite fruto da colheita de azeitonas durante o período mais frio da noite, originaria um azeite em que todas as suas características organolépticas seriam preservadas em todo o seu esplendor.
Assim, GALLO Colheita ao Luar, fruto deste saber, é um azeite extra virgem de qualidade muito elevada e com um sabor muito frutado e levemente picante. O resultado arrecadou o prêmio máximo 3 ESTRELAS, atribuído pelo conceituado International Taste & Quality Institute em 2010.
Eu estava cozinhando com umas crianças (parte de um projeto que estou desenvolvendo – outro dia eu conto com mais detalhes) e uma menina perguntou: Porque é Azeite de Oliva e não Óleo de

Oliva? Óleo de Oliva ou Azeite de Oliva?

É um óleo derivado das azeitonas (fruto das oliveiras). Não seria – então – óleo de oliva?
Invoquei São Google.
Eu sabia que a palavra azeite vinha do árabe… azeite de azeitona… mas incentivar a pesquisa faz parte desse meu projeto. A palavra azeite provém do vocábulo árabe “Az-zait” que significa sumo de azeitona. Dizer “Azeite de Oliva” é quase uma redundância, já que azeite é feito – unicamente – de azeitonas. Portanto, “azeite” é de oliva, os demais são óleos.

Não esta errado dizer “óleo de oliva”, mas estaria errado dizer azeite de canola, de milho, girassol, etc. Na Bíblia, o azeite é utilizado como símbolo da presença do Espirito Santo.
Santificado ou não, a relação do homem com as oliveiras se perde na história.

Os fenícios, sírios e armênios foram os primeiros povos a ter o consumo documentado, cabendo aos gregos e romanos levá-lo para a Europa e o Ocidente. Permaneceu por séculos restrito aos povos do Mediterrâneo.
A região mediterrânea é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com bastante sol e clima seco.
A Itália e a Espanha são os principais produtores, seguidos de Portugal, Grécia, Turquia e Tunísia, mas há olivais em outras partes do mundo: Estados Unidos (Califórnia), Austrália e países sul-americanos, como Argentina e Chile.

São necessárias de 1300 a 2000 azeitonas para produzir 250 mililitros de azeite.
Hoje, no mundo inteiro, a produção de óleo de oliva alcança 2 milhões de toneladas. Isto representa 4% da produção mundial de óleos vegetais, e 2,5% da produção mundial de óleos e gorduras comestíveis.

As oliveiras e a saúde.

A longevidade relacionada ao azeite de oliva não existe por acaso. A ciência sempre teve um especial interesse por este óleo. Durante anos de estudos e investigações, ela acabou comprovando os seus efeitos (principalmente por estudos realizados na década de 50) na prevenção do câncer de fígado e em outras doenças, como, por exemplo, as cardíacas.

“Brasil no Prato” tem Azeite Gallo.
Esse é Gallo.


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