A Multietnica Comida Brasileira de Mato Grosso do Sul


Depois de uma rápida rodada de ajustes de vôos de ida e de volta envolvendo e-mails e telefonemas, lá estava eu dentro de um avião, tentando me entender com a diferença de fuso-horário que essa região pratica. Uma hora a mais? Uma hora a menos? Ganha hora, perde hora  .. as quase duas horas de viagem não chegam a configurar um jet-leg e, antes de me dar conta, estava aterrizando em Campo Grande.
No aeroporto, uma placa escrito SESC me me dava as boas vindas.

Cheguei às 22h (hora local) e fui direto para o hotel. Do 10º andar, a cidade se perdia no horizonte, um conjunto de grandes edifícios me indicava o centro da cidade e muitos edifícios em construção me contavam do momento de crescimento e expansão que a cidade vive.

Pela manhã fui levada para a sede do SESC e lá fui recebida por Eva Cristina, que alem de me integrar rapidamente ao grupo e às atividades, foi a amiga que me mostrou a cidade e seus locais mais pitorescos.
Fui convidada a montar um workshop para a reinauguração do restaurante e cozinha do Sesc horto em Campo Grande-MS.
Irrecusável – além de Mato Grosso do Sul estar entre meus alvos para a terceira temporada de Brasil no Prato – participar de processos de qualificação culinária, é uma meta pessoal minha.
Eu estava na cozinha, cercada por um grande grupo de cozinheiros e auxiliares de cozinha. Por se tratar de uma reinauguração, achei de bom tom voltar as bases.

Novas bases.
Revisão de fundamentos para o desenho de uma cozinha afinada com o conceito de comida saudável, saborosa e bem apresentada. Estamos numa escola culinária com foco bem definido.
Trabalhei na construção dos caldos que servirão de suporte para toda a criação dessa unidade culinária.
Caldo de carne, de frango, de legumes e de peixe. Os cuidados, os tempos, a clarificação e um encaminhamento para os molhos e outras tantas receitas de derivarão.

Muito atentos e uniformizados, os mais de vinte participantes trabalhavam sem muito barulho mostrando que tem rotinas, procedimentos e comportamentos já definidos. Foi fácil, o grupo – realmente – vestia a camiseta. A camiseta do Sesc.

Logo percebi que o comprometimento era consequência natural de uma gestão diferenciada, encabeçada pelo Presidente do Sistema Fecomércio do MS – SENAC/SESC, Edison Ferreira de Araujo e muito bem desenvolvida por Regina Ferro – Diretora do SESC-MS. Realmente essa dupla está de parabéns pois traz padrões de excelência a entidade que, sem dúvida, se encaminha para ser referencia nesse modelo institucional.

À noite, na reinauguração do restaurante podia-se perceber o impacto do Sesc na comunidade e a fidelidade dos clientes e apreciadores. Muita gente participando, autoridades setoriais e governamentais prestigiaram o evento.
O clima foi de festa e alegria, uma realização muito bem sucedida.

No sábado – pela manhã – o restaurante abriu as portas para seu 1º café da manhã – nesse novo formato. Chovia muito em Campo Grande, mas isso não impediu a casa cheia e a confirmação de que o sucesso está garantido.
Eu me deliciei tomando um capuccino com sopa paraguaia, chipa e outras iguarias locais.
Parabéns a toda a equipe do SESC-MS.

O mais incrível é que, em um lugar que promove não ter uma identidade culinária, encontrei uma consistente e significativa fatia da multi étnica comida brasileira.
Estive em Campo Grande por apenas 48 horas (muito intensas) e conheci verdadeiras maravilhas da nossa culinária.

Essa visita vai render, semana que vem quero contar um pouco de uma feira de comida japonesa (Campo Grande tem a 2ª maior colônia japonesa do Brasil), quero contar um pouco das delícias que provei ..
Me aguardem por enquanto, saboreiem essa delicia

 


Sopa Paraguaia

Ingredientes:

  • 3 xicaras (chá) de fubá de milho;
  • 2 ovos;
  • 1 xícara (chá) de óleo;
  • 2 colheres (sopa) de manteiga;
  • 2 cebolas grandes em rodelas;
  • 1 colher rasa (sopa) de fermento químico;
  • 50g de queijo ralado;
  • 500ml de leite;
  • 2 copos d’água;
  • Sal.

Procedimento:
Frite a cebola no óleo com a manteiga até dourar. Reserve.
Em um recipiente misture as duas gemas batidas, o leite, o fermento, o queijo ralado e o fubá dissolvido nos dois copos de água.
Acrescente sal com cuidado pois o queijo já é um pouco salgado (é bom provar).
Por último, junte as claras batidas em neve, mexendo suavemente.
A consistência deve ser de um caldo (uma sopa).
Num refratário fundo (untado), coloque uma camada de caldo e outra do tempero frito. Repita a operação mais de uma vez.
Coloque no forno quente para assar até engrossa e dourar suavemente sua superfície.
O mais comum é servir a sopa paraguaia (na realidade um bolo) quente, mas pode ser saboreada fria também.

Carla Pernambuco


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