Olha o Coco


Durante minha infância, o óleo de coco ou banha de coco era a gordura número um na culinária doméstica. Pelo menos na minha casa paterna e nas casas que eu frequentava era assim. Algum tempo depois, com o surgimento do óleo de soja, veio uma campanha forte contra a banha do coco. Passou de mágico para venenoso num piscar de olhos, assim como os ovos, abacates, etc, etc, etc…

Hoje em dia contamos com um número sem fim de gorduras vegetais comestíveis, mas a embalagem verde da gordura de coco, mesmo sofrendo alterações de lay-out, está lá – presente nas prateleiras de supermercados em todo o pais.

Defendido por uns e atacado por outros é apresentado como um produto rico em antioxidantes sendo indicado como preventivo de um grande número de moléstias.

Em frituras (provavelmente seu pior uso em termos de saúde – como a maior parte das gorduras vegetais) tem a vantagem de não deixar cheiro.

O coco está ai e não podemos deixar de dar uma atenção especial a esse produto abundante, barato, nutritivo, saudável, do qual retira-se 100% de aproveitamento (casca, polpa e água – alimento, remédio, combustível, instrumentos musicais, sem falarmos dos troncos e folhas que tem uso na habitação).

Na culinária, o coco é impar.


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