Die kulinarischen brasilianischen

Bem Simples – “Alemão, Alemoa e Alemanha” e “Mato Grosso” .

 

Os alemães tem um espaço privilegiado nos meus estudos e pesquisas sobre o Gosto Brasil.
A imigração alemã no Brasil aconteceu nos séculos XIX e XX de alemães em várias regiões do Brasil.
Problemas sociais que ocorriam na Europa nessa época e a fartura de terras no Brasil foram as principais causas desse êxodo europeu que envolveu da mesma forma, italianos e muitos outros povos.
Estima-se que 10% da população brasileira tenha ao menos um antepassado alemão.

Existe um ditado popular alemão que descreve bem o peso das refeições do dia: “Tomo o café-da-manhã como um imperador, almoço como um rei e janto como um mendigo”.
O habito de praticar uma alimentação principal logo cedo é – também – uma marca alemã.
Muitas colônias alemãs no Brasil preservam hábitos e costumes que foram trazidos por seus ancestrais.
Não é incomum visitarmos cidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná onde a lingua alemã ou um dialeto típico, figurem – mesmo não oficialmente – como língua principal.

Os imigrantes alemães, formam a segunda etnia de maior importância cultural, ficando apenas atras dos italianos.
Porém a presença germânica em nosso país antecede o período das grandes imigrações. O Sr. Meister Johann, natural de “Emmerich” (atual Alemanha) fazia – na função de astrônomo e cosmógrafo náutico – parte da tripulação de Pedro Alvares Cabral. E consta que o cozinheiro também era dessa região. Ou seja: Comida alemã não é novidade nestas paragens.

Em maio de 1824, Nova Friburgo recebe a primeira leva de imigrantes alemães, trazidos ao Brasil pelo Imperador Dom. Pedro I (dentro da política imperial de colonização). Em julho do mesmo ano, os primeiros alemães chegam ao Sul do Brasil, sendo assentados à margem sul do Rio dos Sinos, o atual cidade de São Leopoldo. Quatro anos depois, colonos alemães chegaram a Santo Amaro (São Paulo) e em 1829 em Santa Catarina e no Paraná.
Entre 20 e 28 mil alemães se instalaram no Rio Grande do Sul nos primeiros cinquenta anos, a maior parte destinados à colonização agrícola.
Vinham (em sua maioria) de Holstein, Hamburgo, Mecklemburgo e Hannover. Mais tarde de Hunsrück, Palatinado, Pomerânia, Vestfália e Württemberg.
A influência na gastronomia é muito presente. Embutidos, carnes defumadas e uma grande variedade de alimentos em conserva, fazem parte desse grande legado.
Durante a segunda guerra mundial houve uma certa discriminação aos alemães e seus descendentes, na realidade – hoje – são vistos como bravos cidadãos brasileiros que enriqueceram nossa cultura e sem dúvida nos brindaram com a ancestral vinicultura que trouxeram do Reno, uma lida muito especial com pães, cucas, geleias e uma grande quantidade de alimentos e técnicas que hoje fazem parte do que chamamos culinária brasileira.

A situação econômica na Alemanha esta hoje entre as mais equilibradas do planeta. Isto se reflete no futebol, vide Bayern e outros times excelentes, no cinema, atores e diretores alemães despontando nas telas de uma forma bastante expressiva. Na culinária não é diferente, acredito na cozinha alemã clássica e revisitada como uma nova tendência.

A preocupação com a cozinha saudável, natural e os produtos orgânicos são lugar comum na Berlin de hoje. Há quem ache os alemães um pouco “duros”, certinhos e organizados por demasiado – eu gosto muito. Disciplina e organização na minha opinião é uma qualidade imprescindível em qualquer setor – tanto profissional como na vida.

Não podemos deixar de lembrar que temos duas grandes paixões nacionais que tem forte influência alemã. Uma delas e o automobilismo, onde DKW e Wolksvagen estão entre os primeiros veículos fabricados no Brasil e os mais vendidos na época.
Outra paixão que herdamos é a cerveja – a bebida mais consumida no país.
Quer mais?
Então vamos de Oktoberfest.
Esse festival – basicamente cervejeiro – vem de Munique (na Baviera – sul da Alemanha) e acabou se espalhando por vários lugares do mundo. No Brasil começou nos anos 70 em Santa Catarina e hoje é uma festa esperada em muitos estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco, Ceará e outros). Além de deliciosas cervejas artesanais, podemos provar um “kassler”(costela de porco), “Eisbein” (joelho de porco), vários tipos pães, cucas, salsichas, linguiças, embutidos, “Apfelstrudel” (torta de maçã), “Rollmops” (peixe em conserva), Spätzle (macarrão caseiro), marreco recheado, waffles e mais um monte de iguarias com um sotaque muito especial. Olha só que fácil de fazer esse chucrute …

Chucrute (04 porções)

Ingredientes:
Bouquet garni*, 1 unidade
Cebola, 40 g
Cravo, 1 unidade
Repolho roxo, 250 g
Vinagre branco, 100 ml
Vinho branco seco, 500 ml
Zimbro, 5g

Preparo
• Fatiar o repolho em lâminas finas.
• Misturar com todos os ingredientes e deixar marinar por 5 dias.
• Refogar cebola e alho, acrescentar o repolho e deixar cozinhar em fogo baixo por 2 horas, sempre mexendo.

*bouquet garni: um tipo de aromático. Tem por objetivo aromatizar pratos cozidos. A utilização deste saquinho é principalmente indicada no caso de temperos secos. Os temperos verdes podem ser apenas amarrados em conjunto e retirados após o cozimento.


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