Sabores da capital “porteña”.

Adiós amigo Luis



A capital portenha faz parte de meu roteiro desde sempre. Veraneios no Uruguai, passeios na Argentina, amigos e amores. De uns anos pra cá – com as gravações de Brasil no Prato – minhas visitas se tornaram mais frequentes, o que me permitiu dedicar um bom tempo às minhas – constantes – pesquisas gastronômicas. E diga-se de passagem .. Buenos Aires se presta.
Avenidas que lembram os largos parisienses e nos remontam as magníficas Vias do Império Romano. Buenos Aires é uma cidade planejada, urbanisticamente falando. Com seus mais de 13 milhões de habitantes, transborda charme, sobriedade, cultura e um certo desleixo que – mesmo contrastando com o moderníssimo Puerto Madero – dá uns ares de aristocracia falida.
Dentro de minhas preferências, alguns restaurantes são o que poderíamos chamar de “bem resolvidos”. Comida boa, porções bem equilibradas, ambientes elegantes, simples e na atual situação financeira, preços muito em conta.
Assado é uma opção indispensável nesta terra exportadora de carne de primeira linha e a minha preferida é “El Pobre Luis” no bairro de Belgrano. Preparadas com extremo cuidado, as “hachuras” dão um toque gourmet a proposta simples e descolada da “parrilla”. Este ano, soube do falecimento precoce de Luis Acuña (El Pobre Luis). Com certeza a gastronomia Argentina perdeu um dos mais dedicados especialistas em parrilada. Não tinha uma só vez que eu fosse a BSAS, que não desse um passada por lá, isso sem falar dos inúmeros clientes que indiquei…fica aqui uma pequena homenagem ao amigo e grande assador, o querido Luis, obrigado por tudo.
Por orientação de minha amiga Narda Lepes, fui no Hong-Kong Style (também em Belgrano) provar uma delicada comida chinesa – artesanal, feita com muito cuidado pelo proprietário e um ajudante. Não da pra deixar de provar os incríveis empanados com delicada massa e saborosos recheios.
Uma passagem obrigatória (pra mim) é o Oviedo, restaurante espanhol clássico, onde oferecem excelentes pratos de frutos do mar. Cozinha requintada, ambiente elegante, serviço à altura.
Mais despojada e nem por isso menos elegante e charmosa, La Pescadorita – dica da minha prima Gabriela Beatriz – apresenta uma vasta carta de opções marinhas. A “Cherna a la plancha” acompanhada por risoto de cogumelos é imperdível.
Como dizem os argentinos: “Para darse un gusto” .. Brasserie Petanque, um restaurante francês sem afetação. Ao sentar, um martini servido num pequeno copo me deu as boas vindas. Entradas bem transadas e pratos generosos dão um tom portenho a esse recanto tipicamente parisiense.
Pequeno, aconchegante e apresentando um ótimo resultado de empresa familiar – mãe e filhos – o Café San Juan, administrado pelo chef Leandro Cristobál apresenta em seu cardápio a especial “bondiola”. Tem que reservar com boa antecedência.
Esses eu gosto, recomendo e vou voltar.

El Pobre Luiz – Arribeños, 2393 – Belgrano – 4780 5847
Hong-Kong Style – Montañeses, 2148 – Belgrano (barrio chino) – 4786 3456
Oviedo – Beruti, 2602 – Recoleta – oviedoresto.com.ar
La Pescadorita – Humbolt, 1905 – Palermo Hollywood – 4773 0070
Brasserie Petanque – Defensa, 596 – San Telmo – brasseriepetanque.com
Café San Juan – Av. San Juan, 450 – San Telmo – 4300 1112

Empanadas Mendocinas
(24 empanadas)

Recheio:
1,1kg de carne moida;
2,2kg de cebola
11g cominho
10g pimenta dedo de dama moida
20g pimentão vermelho
200g de banha
10g óregano seco
25g de sal

Procedimento:
Refogar a cebola com banha até que fique bem dourada.
Reserve.
Sele a carne moida por 10 min.
Acrescente a cebola refogada e cozinhe por mais duas horas em fogo baixo.
Incorpore os demais ingredientes.
Deixe esfriar.

Massa:
1kg de farinha de trigo
200g de banha
400ml de água
12g de sal

Procedimento:
Faça uma pasta com a farinha, a banha e o sal até obter uma mistura homogênea.
Incorpore a água até obter uma massa lisa, sove por alguns minutos.


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