AGAR-AGAR

Gelatina japonesa com mil utilidades

O fundo do mar continua menos conhecido e estudado do que o espaço sideral. E vem do reino de Netuno o nosso ingrediente de hoje, o gelatinoso agar-agar, substância derivada de uma alga vermelha conhecida em japonês como kanten.
O agar-agar, na verdade, é o resultado de um polissacarídeo marinho em forma de alga que elabora estruturas micro-celulares (agaropectinas) durante o cozimento. Durante muitos séculos, o agar-agar foi para os asiáticos a base de “sustentação” de sobremesas, por manter doces e pudins mais encorpados e estruturados. A mesma mistura também serviu para experimentos de microbiologia.
As funções e usos do agar-agar são múltiplas: é um alimento laxante e capaz de saciar o apetite, além de substituir a gelatina de origem animal em pratos vegetarianos, espessante de caldos e sopas, substância que preserva frutas e agente clarificador na fermentação de cervejas, na produção de papéis e de tecidos.
O agar-agar contém 80% de fibras reguladoras dos intestinos. Para quem faz dieta, é uma ótima pedida incluir este alimento nas refeições: quando ingerido em contato com líquidos, ele aumenta três vezes de tamanho, provocando a sensação quase imediata de “barriga cheia”. Os maiores acertos do agar-agar vêm da culinária japonesa, que apresenta dezenas de receitas práticas com cubinhos da alga (em forma gelatinosa), ao lado de sopas, frutas, saladinhas, doces, caldos quentes e sobremesas geladas.  Vejam agora como utilizei o agar-agar. Quem já provou, adorou.


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