Fruta do Conde

Em algum lugar do passado

 

Sabe aquela fruta cheia de caroços e gomos? Ela pode ser chamada de fruta do conde, ata ou pinha. Dizem que a primeira muda da planta teria vindo do Caribe, da região das Antilhas. O navio trouxe a muda que foi plantada na Bahia, em 1626, pelo “governador” da capitania hereditária. Claro que a fruta se deu bem. E proliferou. Depois, em 1811, foi levada ao Rio, dizem que por pedido do príncipe regente dom João VI (aquele glutão, gordo e bêbado que nos direcionou a colônia). Tristes trópicos. E seu nome passou a ser “pinha”.

A fruta do conde depis se disseminou por várias regiões, chegando ao Nordeste. Lá, virou “ata”. Mas é bom evidenciar que a fruta do conde foi importante em outras culturas. Sua polpa carnosa e doce vale cada cuspida do caroços. (cada fruta tem mais de 30 sementes/caroços). Em inglês, ganhou o nome de “sugar apple” e hoje o mercado asiático tenta produzi-la em escala industrial. Vão acabar com o sabor ancestral da fruta tropical.

Segue abaixo uma receita em que faço uma homenagem a essa fruta que, de certa forma, traduz a história de nossa mesa. Um pudim de fruta do conde será sempre um pudim de fruta do conde.

PUDIM DE FRUTA-DO-CONDE
8 porções

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
2 1/4 de xícara de polpa de fruta-do-conde batida e coada
6 folhas de gelatina incolor sem sabor
1 carambola fatiada para decorar

Modo de preparo:
Hidrate a gelatina em água. Quando estiver amolecida, escorra a água. Derreta em banho-maria ou no micro-ondas por 5 segundos. Bata tudo no liquidificador, menos a gelatina. Aos poucos (ainda com o liquidificador ligado) junte a gelatina. Divida em forminhas para pudim molhadas em água fria.

Gele até que fiquem firmes. Decore com fatias de carambola.

 

 

 


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