Nabo


Nabos: compridos ou redondos

E hoje vamos falar do nabo, essa raiz pouco valorizada no Brasil. Embora seja um alimento muito antigo, cuja origem remontaria às regiões montanhosas entre a Grécia e a Macedônia, o nabo começou a ser desvalorizado na Espanha e em Portugal durante a Idade Média. O motivo? Por ser uma raiz de fácil cultivo e que servia de repasto às pessoas mais pobres. Ou seja: o nabo se tornou um alimento vitima do preconceito social. Então vamos tentar mudar isso, já.

Comecei a me interessar mais pela Brassica rapa (este é seu nome oficial) quando minha filha Floriana, ainda pequena, sofria crises asmáticas que eram atenuadas com uma receita naturalista que envolvia essa raiz de polpa levemente ardida. Detalhe: eu ‘escavava’ o interior do nabo até formar um buraco profundo que serviria então para abrigar uma infusão com mel, própolis e chás. Ela ficava “curada” em pouco tempo.

Existem dois tipos mais comuns de nabos: os redondos (em forma de beterraba, porém maiores) e o cônico, com comprimento que pode passar de 30 cm e pesar em torno de um quilo. Sua polpa sempre é absolutamente branca e aquosa. Suas folhas também podem ser usadas em saladas e sopas. O filósofo grego Plínio considerava o nabo como o vegetal mais importante de sua alimentação diária, dizendo que seus poderes “eram superiores  ao de qualquer outra planta”.

Na Turquia, os nabos são usados para dar sabor ao suco chamado salgam, que é misturado a cenouras, ervas e gelo. No Oriente Médio são preferidos em forma de pickles. Na cozinha japonesa, o nabo tem grande importância como acompanhamento de pratos mais elaborados, pode ser ralado cru ou apenas cozido. (E descobri que o nabo cru é o único “antídoto” eficaz contra eventuais manchas de shoyu na roupa: basta esfregar o vegetal cru sobre a mancha, que sumirá devido a seu efeito adstringente.)

Então, mãos ao nabo. Além de seu teor rico em vitaminas, fibras e nutrientes, é um componente surpreendente em saladas, sopas e assados. Descubra-o. E deixe-o se for capaz. Faça do nabo um parceiro do paladar e da saúde.


Posts Relacionados

  • Croácia na mesa Croácia na mesa A partir de hoje, aproveito o torneio de futebol que se aproxima para apresentar aqui um tour geográfico pelos países que disputam a […]
  • TahineTahine A pasta de gergelim que vale por mil e uma noites Se você curte a cozinha do Oriente Médio, certamente sabe o que é tahine. Para […]