
Será que Maria, a Judia, além de filósofa e alquimista também era boa cozinheira? Provavelmente, porque foi ela que inventou o que hoje chamamos de banho-maria, uma forma de manipular e controlar a temperatura de substâncias sem colocá-las diretamente no fogo, mas por meio da água. A invenção dessa mulher que viveu no Egito por volta do ano 237 a.C. é o princípio fundamental para preparar a sobremesa preferida dos brasileiros, o pudim de leite.
A pesquisa da Veja São Paulo sobre os nossos pratos mais queridos que citei aqui recentemente mostra que o pudim encabeça a lista das sobremesas com 27% das lembranças, contra 20% do petit gâteau e 11% da musse de chocolate.
Nenhuma novidade, certo? A receita é tão popular por aqui (e também na Argentina, no México e na Espanha) que aposto que todo mundo tem uma opinião formada ou uma dica quando o assunto é pudim de leite. Tem gente que prefere mais molinho, bem doce, com muitos furinhos ou com muita, muita calda.
Aqui está a minha receita. A raspa de laranja faz toda a diferença. E sei que tem gente que implica com o leite condensado, mas eu (e a torcida do Corinthians..) amo!! Testem e depois me contem como foi a experiência.
Pudim de leite condensado
6 porções
- 1 lata de leite condensado
- 2 latas de leite
- 4 ovos
- 1/4 colher (chá) de raspa de laranja bem picadinha
- 1 xícara de açúcar
- 1/3 de xícara + 3 colheres (sopa) de água
Numa tigela, junte o leite condensado, o leite, os ovos e as raspas de laranja. Bata com um batedor de mão ou fouet. Numa panela, coloque o açúar e a água e ferva até formar uma calda cor de caramelo. Despeja numa forma de furo no meio de 20 cm de diâmetro, inclinando para que a calda se espalhe bem pelos lados. Coloque o creme sobre o caramelo. Leve ao forno preaquecido a 160o.C e asse em banho-maria por cerca de 40 minutos, ou até firmar. Deixe esfriar e leve à geladeira. Na hora de servir, aqueça o fundo da forma na chama do fogão e desenforme sobre um prato.






